A polonesa Iga Swiatek, número dois do mundo, disse que o tênis feminino é suficientemente forte para prosperar sem controversas partidas de simples baseadas em gênero, como a recente “Batalha dos Sexos” entre o australiano Nick Kyrgios e a belarussa Aryna Sabalenka.
Kyrgios, 671º colocado no ranking masculino, derrotou Sabalenka, líder da lista feminina. Em exibição em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, triunfou por 2 sets 0, com duplo 6/3, apesar de várias adaptações nas regras implementadas pelos organizadores para equilibrar as condições de jogo.
Críticos haviam alertado que a partida —uma referência à “Batalha dos Sexos” original de 1973, na qual a pioneira do tênis feminino Billie Jean King derrotou o então jogador de 55 anos Bobby Riggs— corria o risco de banalizar o jogo feminino.
Dona de seis títulos de Grand Slam, Iga Swiatek disse que optou por não assistir ao confronto em Dubai. King já havia afirmado que a partida não tinha o mesmo peso de seu histórico embate, e muitos descreveram o duelo como um golpe publicitário.
“Atraiu muita atenção. Foi entretenimento, mas eu não diria que teve algo a ver com mudança social ou qualquer tema importante”, declarou Swiatek, em entrevista oficial da United Cup, torneio misto de abertura da temporada em Sydney.
“O nome era apenas o mesmo, só isso. Não havia semelhanças porque o tênis feminino se sustenta por si só agora. Temos tantas atletas e histórias incríveis para apresentar, não precisamos necessariamente nos comparar ao tênis masculino”, acrescentou a polonesa.
Sabalenka, que estará entre as favoritas no Aberto da Austrália deste mês, argumentou após sua derrota para Kyrgios que sua intenção era ajudar o esporte a crescer e apresentar uma exibição que poderia quase rivalizar com um torneio importante em termos de emoção.
Swiatek disse que a United Cup em Sydney e Perth, de 2 a 11 de janeiro, com 18 nações, é uma maneira melhor de alcançar isso.
“É uma história totalmente diferente. Não precisa haver competição. Eventos como este, a United Cup, reúnem o tênis como um todo, e fãs da WTA [a associação feminina] e da ATP [a associação masculina] podem assistir a este evento com muita empolgação”, disse Iga.
“Ver jogadores de simples que normalmente não têm espaço para jogar duplas mistas juntos, participando desse tipo de partidas, acho que isso é o que realmente torna nosso esporte muito mais interessante e melhor.”
Página do autor original da matéria