A Fifa (Federação Internacional de Futebol) lançou neste domingo (25) a identidade visual da Copa do Mundo feminina, que será disputada no Brasil em 2027. A entidade também abriu um cadastro para interessados por ingressos para a competição.
A cerimônia foi marcada por promessas de valorização da modalidade e otimismo com o processo de renovação da seleção brasileira, que nunca venceu um Mundial feminino —a melhor campanha foi o vice-campeonato na China, em 2007.
“A atmosfera de uma Copa do Mundo em casa tende a nos favorecer”, afirmou o técnico do time nacional, Arthur Elias, em entrevista antes do evento deste domingo.
Elias disse que o país hoje tem uma nova geração de jogadoras muito competitivas e que teve em 2025 seu ano mais consistente. “Coletivamente, a gente está sem dúvida em um dos melhores momentos da seleção”.
A escolha do Brasil para sediar a Copa foi anunciada em maio de 2024, em Bancoc, na Tailândia. A candidatura brasileira superou a proposta conjunta apresentada por Bélgica, Alemanha e Holanda.
A competição terá 32 seleções, que jogarão em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza. O torneio será realizado de 24 de junho a 25 de julho.
Os torcedores já podem se inscrever para demonstrar interesse pelos ingressos no site da Fifa.
Durante o evento, membros da Fifa, jogadores e jogadoras falaram sobre a oportunidade de valorização da modalidade com a realização da Copa do Mundo.
“Espero que possamos aproximar cada vez mais os torcedores do futebol feminino, que possamos mudar a estrutura do futebol feminino”, disse a ex-jogadora Formiga, que disputou sete Copas com a camisa da seleção.
A cerimônia da Fifa, porém, indicou que o caminho ainda é longo, mesmo dentro da própria entidade: metade do tempo do evento foi gasto com a Copa do Mundo masculina de 2026 e homenagens a ex-jogadores campeões do mundo.
Pepe (1958), Mengálvio (1962), Jairzinho (1970), Bebeto (1994), Cafu (1994 e 2002) e Ronaldo (1994 e 2002), receberam do pesidente da Fifa, GIanni Infantino, uma réplica do troféu da Copa do Mundo. O tricampeão Pelé foi homenageado postumamente com a exibição de um vídeo.
Questionada sobre a limitada presença de jogadoras no evento, a diretora de futebol da Fifa, Jill Ellis, argumentou que Cafu, Ronaldo e Bebeto têm sido grandes apoiadores do futebol feminino.
“É muito importante trazer a Copa do Mundo para a América do Sul”, afirmou, após a cerimônia. “A Copa do Mundo vai mudar o cenário. Vamos ver um crescimento contínuo [da modalidade].”
Durante a cerimônia, Infantino disse que a identidade visual disse que “a marca oficial reflete a visão que compartilhamos com nossos anfitriões: uma Copa do Mundo Feminina da Fifa alegre, impactante e verdadeiramente brasileira”.
O logotipo tem a letra as letras W e M, em referência às palavras mulher e mundo em inglês e português. “O design simboliza movimento e excelência, enquanto o grafismo presta uma homenagem sutil à bandeira do Brasil”, afirmou a entidade.
O slogan da Copa será “vai ser épico”.
Infantino não falou com a imprensa. Há hoje receios com relação à Copa do Mundo de 2026, diante de políticas anti-imigratórias mais agressivas do governo do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, além de ameaças de boicotes por países europeus em defesa da Groenlândia.
Criticado por dar a Trump um “prêmio da paz” em dezembro, Infantino afirmou em seu discurso neste domingo que “a Copa vai unir o mundo”. “O mundo precisa de união, de alegria”, disse.
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